Coletânea de depoimentos e artigos publicados nas páginas especiais produzidas pela Fundação Perseu Abramo no portal sobre alguns dos mais significativos momentos de resistência da esquerda brasileira. Os depoimentos tratam de temas como o Golpe de 1964, o AI-5, o assassinato de Vladimir Herzog, as greves do ABC, o movimento pela Anistia, a fundação do PT e a campanha das Diretas Já. O livro será editado em comemoração ao 10 anos da Fundação.
Introdução
Operários, estudantes, militantes políticos e militantes dos movimentos sociais, intelectuais, jornalistas, professores, artistas, médicos e muitos outros – estes são os autores de Pela democracia, contra o arbítrio: A oposição democrática, do golpe de 1964 à campanha das Diretas Já.
Este livro reúne textos de mais de 130 autores que colaboraram com depoimentos para a nossa página eletrônica e com outras iniciativas da Fundação Perseu Abramo. Nesta obra estão presentes basicamente as contribuições relacionadas à oposição ao regime civil-militar pós-1964.
São testemunhos que mostram como desde os primeiros dias após o golpe a oposição ao autoritarismo começou a se articular e a questionar o novo poder – mesmo nos períodos de maior cerceamento às liberdades e aos direitos civis – e nos levam até o momento em que a ditadura chega a seu fim.
Reunimos mais de uma centena de testemunhos da luta contra a ditadura, tendo como fonte o material que produzimos para a página eletrônica/portal da Fundação nestes dez últimos anos. Tomamos como base para a confecção de cada capítulo, em primeiro lugar, os depoimentos que compõem as nossas “páginas especiais”*.
Cabe esclarecer que estes depoimentos foram todos feitos por escrito, e em sua maioria produzidos por nossa solicitação e especialmente para a Fundação. Talvez fosse mais correto chamá-los de “testemunhos”; todavia, como desde o início os chamamos de depoimentos, decidimos manter esta denominação no livro.
Além dos depoimentos, reproduzimos também outros tipos de textos, como artigos, documentos de época e centenas de fotos.
Por isso, cada capítulo traz em sua composição basicamente o conteúdo de sua correspondente página especial. Optamos por respeitar esse critério, ainda que por vezes isso resulte em capítulos desiguais quanto ao volume de texto. Como a nossa idéia era de que o livro espelhasse parte da nossa produção nestes dez anos, somente inserimos novos textos em casos especiais.
O único capítulo que teve uma confecção diferenciada foi o que trata do movimento estudantil em 1977. Neste caso, ainda não havia sido a organizada a página especial sobre o tema em nosso portal2. Partimos, então, dos depoimentos e artigos apresentados durante o seminário que a Fundação realizou sobre este assunto em 1997.
É importante registrar que todo o material constante deste livro (com exceção das fotos) encontra-se disponível em nosso portal. Além disso, cada página especial contém ainda outros textos e documentos que não foram incluídos no livro por questão de espaço. E o portal traz também outras páginas especiais muito interessantes, como as homenagens a Apolonio de Carvalho e a Carlito Maia, as que tratam da história do 1º de Maio, dos aniversários de 21 e de 25 anos do PT, e as das exposições “Trajetórias” e “PT traço a traço” (de charges).
E para os interessados e estudiosos em encontrar outras fontes de informação e análise sobre o Brasil nos últimos 40 anos, incluímos no final deste volumeuma abrangente bibliografia sobre o período abordado.
Esperamos que os testemunhos e os demais textos que compõem este livro contribuam para a construção da memória sobre esse período, mostrando que a oposição ao autoritarismo esteve sempre atuante, ainda que sob condições de extrema perseguição e violência. Em relação a isso, devemos lembrar que se juntaram a esta luta pessoas e organizações das mais diversas ideologias, desde liberais e conservadores até comunistas e todos os setores de esquerda. Naquele momento, o mais importante era contrapor-se ao autoritarismo e derrubar a ditadura.
Mas isso não quer dizer que “todos” se opuseram e resistiram. Não. O regime autoritário não teria durado 20 anos se fosse sustentado apenas pela opressão e pela violência. Houve importantes setores sociais que o apoiaram e lhe deram sustentação – e que dele tiraram proveito. Estes não estão em nosso livro.
*As páginas especiais são seções do nosso portal que, a partir de um tema predeterminado, reúnem depoimentos, artigos e documentos sobre esse assunto, e que ficam à disposição para consulta permanente via internet.
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Apresentação - Fundação Perseu Abramo, uma construção política e cultural faz dez anos
A afirmação de novos valores político-culturais, no sentido do exercício diário da práxis socialista, é por definição inseparável de um projeto político transformador. No último quarto do século XX, vivemos no Brasil uma aventura singular com a construção de um partido socialista e democrático que emergiu num ambiente marcado, durante séculos, pelo sinete de uma cultura política patriarcal e oligárquica. Forças populares gestadas na resistência à ditadura e nas lutas operárias, no final dos anos 1970, produziram uma rica síntese ao realizar a crítica teórica e prática da experiência da esquerda que as precedeu e, ao mesmo tempo, incorporaram os mais significativos e generosos valores daquela experiência. Esse foi o chão e o conflito de culturas de onde brotou o Partido dos Trabalhadores. Essa tem sido a tensão permanente que atravessa sua prática ao longo de 26 anos de lutas.
Há dez anos, o Diretório Nacional do PT instituiu, a partir da lei que estabeleceu o Fundo Partidário, a Fundação Perseu Abramo. Instituiu-a com esse nome para homenagear um entre os mais significativos militantes da esquerda brasileira na área da comunicação, durante a resistência à ditadura militar. Um profissional que marcou sua passagem pela imprensa – tanto convencional como alternativa – pelo rigor e coerência com que defendeu os princípios do socialismo democrático entre nós: o jornalista Perseu Abramo, fundador e dirigente do partido até o fim de sua vida.
O projeto político-cultural encarnado pela Fundação Perseu Abramo busca cultivar a marca da pluralidade para dentro do PT e mantém a vocação inequívoca para o diálogo com as diversas vertentes da esquerda democrática do Brasil, do continente e de outras partes do mundo. Erigiu, ao longo desses dez anos de trabalho, um conjunto de formulações traduzidas numa tarefa de grande envergadura para as esquerdas no país: constituir-se num espaço permanente de debate e elaboração de sínteses teóricas e programáticas das grandes contradições de uma sociedade visceralmente desigual e injusta. Uma sociedade que ainda hoje não se despediu de suas heranças escravocratas. Uma formação social que vive acossada pela vertigem da fratura, mas historicamente se vê contida por fortíssimos mecanismos de controle político-culturais atados às mãos de um segmento minoritário que atravessa governos e crises e revela uma grande capacidade interna de recomposição em torno dos seus interesses de classe.
A emergência do governo Lula, com a eleição de 2002, resultante da lenta maturação do processo de lutas sociais mobilizado pelas classes trabalhadoras, desde o final dos anos 1970, e da sua capacidade de diálogo com amplos setores da sociedade brasileira pôs em xeque, pela primeira vez, aqueles mecanismos de controle. Viragem histórica derivada de uma crise de dupla face: a falência do projeto neoliberal para o Brasil, exposta na agonia final do mandato de Fernando Henrique, e a reduzida capacidade das esquerdas de formular um projeto alternativo a partir da análise crítica dos novos padrões de desenvolvimento capitalista do país e de sua própria experiência político-administrativa nos espaços institucionais que conquistou. Em outras palavras: as esquerdas, prisioneiras dos fatores condicionantes herdados, ainda não foram capazes de desenhar a cartografia da transição rumo a um novo paradigma de desenvolvimento para o país: um paradigma pós-neoliberal.
A tarefa de instituições partidárias como a Fundação Perseu Abramo ganha relevância num quadro de debilidades para enfrentar os desafios ético-programáticos postos na agenda dos socialistas democráticos brasileiros, em particular aqueles organizados no PT. A vitória política inquestionável obtida nas urnas pelo companheiro Lula, com 58 milhões de votos, para um segundo mandato à Presidência da República, e pelo Partido dos Trabalhadores, ao obter a maior votação para as casas do Congresso, além do expressivo avanço para os governos estaduais, demandam do PT duas tarefas urgentes e incontornáveis: realizar o debate de balanço dos 26 anos do Partido e dos quatro anos à frente do governo central. Esse esforço é indispensável para definir com nitidez o projeto pós-neoliberal de desenvolvimento do Brasil para o século XXI e para redefinir as regras internas e os contornos da ação estratégica de médio e longo prazo do instrumento construído para impulsioná-la: o Partido dos Trabalhadores.
Os depoimentos de dezenas de companheiros que reunimos neste volume, mais do que um registro histórico de momentos e movimentos sociais e políticos indispensáveis para entendermos o processo de transformação da sociedade brasileira nos últimos 30 anos, rumo a um modelo democrático que garanta como direito aos seus cidadãos a justa distribuição da renda e da riqueza, seja ecologicamente sustentável e afirme sua soberania no diálogo com as nações do mundo, é um convite permanente a revisitar os valores – da liberdade, da solidariedade, da combatividade, do espírito democrático e republicano – que nutriram essa jornada histórica dos trabalhadores brasileiros na sua disputa contra o projeto liberal-conservador pela condução dos rumos do país.
Eles dão testemunho da disposição de luta do nosso povo e da grande capacidade de mobilização das classes trabalhadoras e das forças democráticas para a modernização das relações sociais e políticas no Brasil contra a cultura política oligárquica e autoritária que permeia o comportamento mesmo dos setores que se apresentam como mais avançados na sociedade. O registro e a difusão dessas experiências de mobilização social constituem-se num momento necessário para permitir e aprofundar a reflexão sobre o complexo movimento transformador que protagonizamos no Brasil, ao longo desse período.
A tarefa de consolidar o Partido dos Trabalhadores como um partido de esquerda, contemporâneo do mundo, capaz de afirmar-se como referência para os setores populares passa pela informação qualificada e pelo exame crítico de sua experiência como um espaço relevante de organização da opinião das esquerdas e de ação política de outros importantes segmentos democráticos da sociedade brasileira, como tem revelado a trajetória que cumpriu registrada nas páginas que oferecemos a seguir aos nossos leitores.
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Sumário
Apresentação – Hamilton Pereira
Introdução – Flamarion Maués e Zilah Abramo
Do golpe de 1964 ao AI-5
A sociedade cindida –Jacob Gorender
As esquerdas armadas no pós-1964 – Marcelo Ridenti
30 anos do AI-5: não vamos esquecer
Depoimentos
Alcione Abramo – Professores e alunos
Alípio Freire – Sorvete, misto quente e água
Almino Affonso – Em Paris, o “hino nacional”
Ana Maria Müller – Rebuliço no jornal
Arthur Poerner – Na redação do Correio da Manhã
Carlos Tibúrcio – Em fuga de Recife
Celso Furtado – Exílio prolongado
Clara Charf – O AI-5 institucionalizou o golpe
Clóvis Rossi – As portas do futuro foram fechadas
D. Paulo Evaristo Arns – Todas as luzes foram apagadas
Eleonora Menicucci de Oliveira – O país tornou-se um palco de guerra
Fernanda Maria Ribeiro Coelho – De um pólo a outro
Flávio Aguiar – O AI-5 estava embutido no golpe desde sua conspiração
Isaias Raw – Repercussões na universidade
Izaías Almada – Uma ordem de prisão contra o Brasil
José Dirceu – As heranças do AI-5
Juca Kfouri – Geração castrada
Lúcio Flávio Pinto – Um concentrado de ditadura sem escrúpulos
Luiz Inácio Lula da Silva – O paradoxo da militância e da desinformação política
Marcelo Ridenti – “Esse é um país que vai pra frente, uou, uou, uou, uou, uou”
Márcio Moreira Alves – Mudar de porto para não acabar no matadouro
Maria Auxiliadora Arantes (Dodora) – Presa no interior de Alagoas
Mário Simas – Monstrengo jurídico
Maurício Segall – Interrupção drástica na vida cotidiana
Mino Carta – “Não se iludam”
Mouzar Benedito – Do nosso lado estavam os bons
Pedro Tierra (Hamilton Pereira da Silva) – Reservas inimagináveis de escuridão
Radha Abramo – Sem surpresas
Raymundo Faoro – A cegueira das classes dirigentes
Ronald Rocha – Transição endógena ao terrorismo
Roque Aparecido da Silva – Clandestinidade, prisão e tortura
Sebastião C. Velasco e Cruz – Sentimento reforçado de identidade
Sérgio de Souza – O pior dos venenos: a impotência intelectual
Tom Zé – “Até censores nos tornamos”
Walnice Nogueira Galvão – Uma interjeição de dor
Wolfgang Leo Maar – A reação da repressão
Zilah Wendel Abramo – O cerco se fechou
O Ato Institucional nº 5: sociedade e ditadura ao sul do Equador – Daniel Aarão Reis Filho
As ocorrências na Universidade de Brasília – Perseu Abramo
Documentos: As leis do arbítrio – do AI-1 ao AI-5
O assassinato de Vladimir Herzog
A prisão de Vlado – Hamilton Almeida Filho
Depoimentos
Fernando Pacheco Jordão – Carta a Vlado
Audálio Dantas – O papel do Sindicato dos Jornalistas
Gianfrancesco Guarnieri – Vlado, o ponto de partida
Henry Sobel – 25 anos sem Vlado Herzog
José Mindlin – “Pegaram o Vlado para pegar você”
Laís Oreb – “Vamos todos para o Sindicato”
Lélia Abramo – Uma vida trágica
Luiz Weis – Um subversivo
Marco Antônio Barbosa – A responsabilização da União pela morte de Vlado
Mino Carta – A irracionalidade do mal
Paulo Markun – Vlado
D. Paulo Evaristo Arns – Vlado Herzog, derrubando o AI-5
Pedro Tierra (Hamilton Pereira da Silva) – A última noite
Ricardo Kotscho – Duas mortes de Vlado
Sérgio Gomes – Eu tentei me livrar pelo suicídio, a Vlado ninguém pôde salvar
Zuenir Ventura – Um mártir da abertura
1976: a morte de Manoel Fiel Filho e a Chacina da Lapa – Pedro Estevam da Rocha Pomar
Documentos: Em nome da verdade
Pelas liberdades democráticas: O movimento estudantil em 1977
A morte de Alexandre Vannucchi Leme em 1973 – Laís Wendel Abramo
Anos incríveis – Celso Marcondes
Medo e liberdade – Ricardo de Azevedo
Os movimentos sociais nos anos 1970 – Lúcio Kowarick
A conjuntura política em 1977 – André Singer
A retomada das ruas – Laís Wendel Abramo
Depoimentos
Aloizio Mercadante – Na garagem de uma velha casa na Lapa
Beatriz de Paula Souza – Eu queria tudo!
Carmen Cintra do Prado – O cerco da Medicina
Geraldo Siqueira – A eleição para o DCE da USP
Fernando Nogueira – A tentativa frustrada de realizar o III ENE em Belo Horizonte
Lúcio Kovarick – O livro de cabeceira do coronel
Vinicius Signorelli – “O que fazemos agora?”
Noite de violência: A invasão da PUC-SP em 1977
Relato da invasão da PUC – DCE-PUC
Depoimentos
Laís Abramo – O III ENE e a invasão da PUC
Beatriz Tibiriçá (Beá) – O malfadado dia da invasão da PUC
Cassandra Maroni Nunes – Uma classe de alunos bem-comportados
Memória: O movimento estudantil na USP – Beatriz Tibiriçá
Documentos
Carta Aberta: “Hoje consente quem cala”
Lógica e logística – Perseu Abramo
As bombas – Perseu Abramo
A ponte que os une – Perseu Abramo
Anistia não é esquecimento
A continuidade da luta – Zilah Wendel Abramo
Depoimentos
Alexandre Cunha – Ao lado da luta por direitos
Amelinha Teles (Maria Amélia de Almeida Teles) – Direito à alegria e à dor
Ana Guedes – As mulheres na dianteira
Ana Maria Muller – Uma campanha suprapartidária
Antônio Carlos Fon – Nós e a torcida do Corínthians
Apolonio de Carvalho – Anistias
Arthur Poerner – No exílio, a luta pela Anistia
Belisário dos Santos Júnior – Nos tribunais e nos teatros
Carlos MacDowell de Figueiredo – No estádio
Carlos Tibúrcio – Na trincheira do Em Tempo
Celeste Fon – Um momento de solidariedade
Consuelo de Castro – O passado incicatrizável
Dalmo de Abreu Dallari – Um reforço na esperança
Dodora (Maria Auxiliadora Arantes) – Prêmio Vladimir Herzog e a Anistia
D. Paulo Evaristo Arns – Excluir a violência
Eduardo Suplicy – Lutar e resistir
Egle Vannucchi Leme – Jamais voltarão
Emiliano José – Atento e forte
Flávia Schilling – Libertada por todos os brasileiros
Flávio Koutzii – Preso na Argentina
Gianfrancesco Guarnieri e Vanya Sant´Anna – O gosto pela vida e pela luta política
Gilney Viana – Trinta e três dias de greve de fome
Helena Grecco – A luta em Minas Gerais
Henry Sobel – Persiste a violação dos direitos humanos
José Dirceu – Gratidão aos que lutaram pela Anistia
José Keninger – Primeiro passo rumo à democracia
Joviniano Neto – Memória e julgamento da ditadura
Judith Kardos Klotzel – Laços de solidariedade
Laís Wendel Abramo – “Não chore mais”
Larissa Pelúcio – Um tempo febril
Lélia Abramo – Artistas na campanha da Anistia
Luiz Hildebrando Pereira da Silva – A luta pela Anistia na Europa
Luiz Inácio Lula da Silva – Processo incompleto
Marcelo Santa Cruz – Celebrar sem esquecer
Maria Augusta Capistrano – Uma luta antiga
Maria Dolores Perez Gonzalez (Lola) – Uma luta que continua
Maria Liège Santos Rocha – A Bahia presente
Maria Luíza Fontenelle – O movimento pela Anistia no Ceará
Maria e Regina Stela Moreira Pires (As manas) – Emoções no cotidiano
Marília Medalha – “Não me senti anistiada”
Mário Simas – O principal passo para a redemocratização
Maurício Segall – A dívida da ditadura
Mino Carta – Ato imperfeito
Mouzar Benedito – Solidariedade aos presos políticos
Paulo Schilling – Desde o exílio
Pedro Tierra (Hamilton Pereira da Silva) – Colheita de luz
Regina Seabra von der Weid – Esperança
Renato Consorte – “Por aqui”
Roberto Freire – Um passo decisivo
Rosalina Santa Cruz – A Comissão de Familiares
Ruben Boffino – Unindo setores de esquerda
Sérgio Márcio P. Paschoal – Tortura, nunca mais
Theodomiro Romeiro dos Santos – A fuga, apesar da Anistia
Thereza Brandão – Apoio aos perseguidos políticos
Tom Zé – Terror
Zilah Wendel Abramo – A Comissão de Mães
A campanha pela Anistia – Vanya Sant’Anna
As vítimas da repressão – Zilah Wendel Abramo
A reparação de ofensa aos direitos humanos não prescreve – Janaina de Almeida Teles
Livros e oposição – Flamarion Maués
Documentos: Lei n° 6.683, de 28 de agosto de 1979
Metalúrgicos do ABC: 41 dias de greve em 1980
São Bernardo, 1980: o que esteve em jogo na greve metalúrgica – Marco Aurélio Garcia
Depoimentos
Luiz Inácio Lula da Silva – “Sou o fiel resultado da minha categoria”
João Avamileno – Consciência política
Jair Meneguelli – Uma greve de todo o Brasil
Gilson Menezes – Um basta à ditadura
Expedito Soares Batista – O trabalho de base
Djalma Bom – O que foi importante para a greve
Devanir Ribeiro – O amadurecimento do movimento sindical
Bete Mendes – Valeu
Clóvis Rossi – O cheiro das bombas
Laís Oreb – A participação dos jornalistas
Lélia Abramo – Caminhando
Luiz Dulci – Greves históricas
Luiz Gushiken – O vírus da rebeldia e da luta
Sérgio Mamberti – Uma rara claridade
Vanya Sant'Ana – A solidariedade à greve
Zilah Abramo – O setor da saúde e o ABC
O resgate da dignidade: a greve metalúrgica em São Bernardo (1978) – Laís Wendel Abramo
Organizações e movimentos populares e de trabalhadores na segunda metade dos anos 1970 ou de um tempo quando não havia guias geniais dos povos – Alípio Freire
1980: nasce o Partido dos Trabalhadores
10 de fevereiro de 1980: significado da data
Depoimentos
Antonio Candido – Uma nova era da esquerda brasileira
Apolonio de Carvalho – Esboço de viagem
Carlito Maia – Uma paixão definitiva
Eder Sader – Um projeto radicalmente diferente
José Dirceu – Um longo caminho
Julio de Grammont – A estrela do PT
Lélia Abramo – Nascido da luta contra a opressão
Luiz Inácio Lula da Silva – Uma alternativa de cidadania
Mario Pedrosa – A missão do PT
Olívio Dutra – “Os moços ficam mais velhos e os velhos ficam mais moços”
Paulo Freire – O partido como educador-educando
Vinicius Caldeira Brant – O movimento real
Perseu Abramo – Os 15 anos do PT
Documentos: Ata da reunião no Colégio Sion
Manifesto aprovado na reunião do Colégio Sion
Diretas Já: o fim da ditadura
A nação tem o direito de ser ouvida – Franco Montoro
Dias de vertigem – Alberto Tosi Rodrigues
Depoimentos
Aldo Rebelo – O resultado de duas décadas de lutas
Almino Affonso – O povo escrevendo a história
Belisário dos Santos Jr. – Viagem no tempo
Dalmo de Abreu Dallari – O belo espetáculo da multidão
Jair Meneguelli – Quem sabe faz a hora
José Dirceu – O povo fez tremer as bases da ditadura
Juca Kfouri – “Nunca tinha visto isso antes”
Lélia Abramo – No palanque
Lúcia Souza e Silva – Diretas quando?
Luiz Inácio Lula da Silva – Um divisor de águas
Marta Wendel Abramo – Com os próprios pés
Osmar Santos – E que gol! páginas especiais
Pedro Simon – O fim do regime
Ricardo Kotscho – Valeu!
Roberto Saturnino Braga – Fato único na história do país
Ronald Rocha – Vitória parcial
Sérgio Mamberti – Rumo à cidadania
Sócrates – Esperança e entusiasmos
Dados Técnicos
ISBN:85
Páginas:480
Ano:2006
Edição:1
Idioma:portuguesa
Peso:1010
FUNDAÇÃO PERSEU ABRAMO
Rua Francisco Cruz, 234 - Vila Mariana - CEP 04117-091 - São Paulo - SP - Brasil
Fone: (11) 5571-4299 - Fax (11) 5571-0910