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Sobre o Portal FPA

publicado em 12/04/2010

O Portal FPA é editado pelo Núcleo de Comunicação da Fundação Perseu Abramo. Seu objetivo é a divulgação do acervo, dos produtos e das atividades da FPA, oferecendo ao público dados e ideias para a reflexão política e ideológica e a promoção de debates.

Dúvidas sobre o conteúdo de nosso acervo online, bem como sugestões de colaboração para o Portal FPA, podem ser enviadas para os editores pelo email webmaster@fpabramo.org.br

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Núcleos

publicado em 16/02/2010

 
Centro Sérgio Buarque de Holanda
Dainis Karepovs - Coordenador

Editora Fundação Perseu Abramo
Rogério Chaves - Coordenador editorial
Reinaldo Reis - Gerente comercial
Edson Novoa - Gerente financeiro

Núcleo Administrativo Financeiro
Beth Ng - Coordenadora
Marcia de Almeida - Assistente

Núcleo de Comunicação
Reiko Miura - Coordenadora
Evelize Pacheco - Assessora de Imprensa
Tiago C. Soares - Editor de Web

Núcleo de Cooperação Internacional
Mila Frati - Coordenadora

Núcleo de Cultura Política
Angélica Atalla  - Coordenadora

Núcleo de Formação Política
Regina Queiroz - Coordenadora

Núcleo de Opinião Pública
Vilma Bokany - Coordenadora de projetos
Gustavo Venturi - Consultor técnico ad hoc

Revista Teoria e Debate
Rose Spina - Editora
Fernanda Estima - Editora Assistente

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Diretoria Executiva

publicado em 12/02/2010

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Nilmário Miranda (presidente)
Jornalista, mestre em Ciência Política. Lutou contra a ditadura militar e foi preso político de mai/1972 a jul/1975. Trabalhou no Jornal dos Bairros (1976-1983) e nos sindicatos dos Bancários (1979) e dos Metalúrgicos de Betim (1981-2). Filiou-se ao PT em 1980; foi deputado estadual (1986-1990) e liderou a bancada do PT na Constituinte Estadual; como deputado federal (por três vezes - 1990 a 2002), presidiu a Comissão Externa para os Mortos e Desaparecidos Políticos. É autor do projeto que criou a Comissão de Direitos Humanos, que presidiu em 1995 e em 1999. Foi ministro da Secretaria Especial de Direitos Humanos (2003 a 2005). Presidiu o PT em Belo Horizonte (1999-2001) e o PT MG (2005-2007) e integrou a Comissão Executiva e o Diretório Nacional. É autor de livros como “Dos Filhos deste Solo”, junto com Carlos Tibúrcio (EFPA/Ed. Boitempo), “Por Que Direitos Humanos” (Autêntica, 2006) e “Teófilo Ottoni, a República e a utopia do Mucuri” (Casa Amarela, 2007), entre outros. Foi Vice-Presidente da Fundação Perseu Abramo entre 2007 e 2008.

Elói Pietá (vice-presidente)
Professor e advogado. Foi vereador em Guarulhos entre 1983 e 1990, e neste período exerceu por dois anos a presidência da Câmara Municipal. Foi deputado estadual por três mandatos. Na Assembléia Legislativa, destacou-se como estudioso das questões que envolvem a segurança pública e também como membro de comissões parlamentares que investigaram o crime organizado em suas diversas manifestações. Em 2000 foi eleito prefeito de Guarulhos e reeleito em 2004; é vice-presidente da Frente Nacional de Prefeitos (FNP) e presidente da Comissão de Inclusão Social e Democracia Participativa da Organização Mundial de Cidades, CGLU (Cidades e Governos Locais Unidos). É secretário Geral do Partido dos Trabalhadores.

Flávio Jorge Rodrigues da Silva (diretor)
Cursou Ciências Contábeis na PUC/SP. Militante do movimento negro, foi um dos fundadores do Grupo Negro da PUC, em 1979. Atualmente é membro da SOWETO - Organização Negra, entidade filiada a Coordenação Nacional de Entidades Negras (Conen). Foi assessor parlamentar de Luiza Erundina na Câmara Municipal e na Assembléia Legislativa de São Paulo (1983-1988) e do vereador Nabil Bonduki (2001). Integrou a diretoria da Federação de Órgãos para Assistência Social e Educacional (Fase), como coordenador do Programa Urbano de São Paulo (jun/1988 a mai/1998). No PT foi Secretário Nacional de Combate ao Racismo e é suplente do Diretório Nacional. Em 2002, participou da Comissão Executiva Nacional que dirigiu a campanha eleitoral de Luiz Inácio Lula da Silva para a Presidência da República. Foi presidente do Conselho Curador da Fundação Perseu Abramo (janeiro/2000 a abril/2003), e diretor da entidade na gestão 2004-2008.

Iole Ilíada Lopes
(diretora)

Bacharel em Geografia, mestre e doutora em Geografia Humana pela Universidade de São Paulo (USP). Lecionou na Universidade de Santo Amaro (1995-2007). Militante do movimento sindical, atuou inicialmente na categoria bancária (1985-1993) e, posteriormente, junto aos professores universitários, tendo sido diretora do ANDES/SN - Sindicato Nacional dos Docentes das Instituições de Ensino Superior (2004-2006). No PT, foi membro da Comissão de Ética do Diretório Estadual de São Paulo (2002-2005) e da Comissão de Ética do Diretório Nacional (2006-2007). Atuou como assessora da Secretaria Nacional de Formação Política (2007). É secretária de Relações Internacionais do Partido dos Trabalhadores.

Paulo Fiorilo (diretor)

Professor de história da rede municipal de ensino, filósofo e mestre em Ciências Políticas na PUC-SP. Iniciou sua militância política em Araraquara, tendo ajudado a construir o Diretório Municipal do PT naquela cidade. Em São Paulo foi presidente do Diretório Zonal de São Mateus, dirigente municipal e estadual do partido, tendo exercido as funções de vice-presidente e de secretário-geral do Diretório Municipal. Trabalhou como chefe de Gabinete do vereador Devanir Ribeiro e em 2003, foi chefe de Gabinete da prefeita Marta Suplicy. Em 2004, disputou e foi eleito vereador da cidade de São Paulo. Foi eleito presidente do PT Municipal por meio do Processo de Eleições Diretas (PED) em 2005, permanecendo na função até 2007.

Selma Rocha (diretora)
Graduada em História e mestre em História pela USP. Lecionou na Escola de Sociologia e Política de São Paulo e na PUC. Foi assessora da Secretaria Municipal de Educação de São Paulo (1989-1996); secretária municipal de Educação de Santo André (1997-2000); presidente do Conselho de Curadores da Fundação Santo André (1997-2000); chefe de gabinete da Secretaria Municipal de Educação de São Paulo (2000-2001); membro do Conselho Curador da Fundação Perseu Abramo (1996-2003) e Diretora da entidade durante a gestão 2004-2008. Foi consultora da Secretaria Municipal de Educação de Niterói.

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Estatuto

publicado em 11/02/2010

 
DA DENOMINAÇÃO, DA SEDE, DOS FINS E DA DURAÇÃO

Artigo 1º
Reger-se-á por este Estatuto a Fundação de direito privado instituída na forma de escritura pública, pelo Partido dos Trabalhadores, denominada FUNDAÇÃO PERSEU ABRAMO.

Artigo 2º
A sede da Fundação localiza-se em São Paulo, Estado de São Paulo.

Parágrafo Único
Por deliberação do Conselho Curador, a Fundação poderá criar e organizar extensões ou sub-sedes em qualquer parte do país.

Artigo 3º
São fins da Fundação: a pesquisa, a elaboração doutrinária e a contribuição para a educação política dos filiados do Partido dos Trabalhadores e do povo trabalhador brasileiro.

Artigo 4º
O prazo de duração da Fundação é indeterminado, extinguindo-se somente nas hipóteses e condições do artigo 25.
DOS ÓRGÃOS

Artigo 5º
São órgãos da Fundação:

I - O Conselho Curador;
II - A Diretoria Executiva;

Artigo 6º
Os integrantes do Conselho Curador e os da Diretoria Executiva não respondem, nem mesmo subsidiariamente, pelas obrigações da Fundação.
DO CONSELHO CURADOR

Artigo 7º
O Conselho Curador é órgão soberano da Fundação e será composto por 25 (vinte e cinco) membros, todos indicados pelo Diretório Nacional do Partido dos Trabalhadores, para exercerem um mandato de 4 (quatro) anos, admitida a recondução por mais um mandato, sendo porém obrigatória a renovação de um terço de seus membros, com exceção expressa do contido nas disposições transitórias.

I - Em caso de vacância do cargo por morte, invalidez ou renúncia, caberá ao Diretório Nacional proceder à substituição do conselheiro falecido, inválido, vacante ou renunciante.

II - Em caso de falta ética grave, os membros do Conselho Curador poderão ser destituídos por 2/3 dos membros do Diretório Nacional ad referendun do Plenário do Conselho em reunião convocada para este fim, da qual poderá o conselheiro objeto da destituição participar com direito a voz, mas sem direito a voto.

Artigo 8º
Compete ao Conselho Curador:

I - Indicar e eleger a cada dois anos seu presidente.

II - Alterar o presente Estatuto, ouvido o Diretório Nacional do PT.

III - Aprovar o regimento Interno da Fundação;

IV - Deliberar sobre o relatório, o orçamento geral e as contas da presidência;

V - Deliberar sobre toda e qualquer matéria não prevista neste Estatuto;

VI - Deliberar sobre a administração dos bens da Fundação;

VII - Decidir sobre a aceitação de subvenções, doações e auxílios de qualquer natureza, bem como aprovar a celebração de convênios com outras entidades;

VIII - Aprovar as alienações, onerações e inversões de bens e direitos;

IX - Discutir e deliberar sobre as diretrizes gerais de trabalho da Fundação.

X - Exercer as demais atribuições deste estatuto ou que lhe confira a Legislação.

Parágrafo Único
Caberá ao presidente do Conselho Curador presidir as reuniões ordinárias do Conselho; convocar e presidir as reuniões extraordinárias do Conselho; acompanhar as atividades da Diretoria Executiva em nome do Conselho Curador e representar a Fundação Perseu Abramo, sempre que solicitado pela Diretoria Executiva.


Artigo 9º

O Conselho Curador reunir-se-á ordinariamente:

I - Uma vez por trimestre, para conhecer e deliberar sobre a execução orçamentária e outros assuntos de sua competência;

II - No mês de Dezembro, para exame e aprovação dos planos de trabalho e orçamento geral, apresentados pela Diretoria Executiva para o exercício seguinte.

Artigo 10º
Os trabalhos das reuniões ordinárias do Conselho Curador serão conduzidos pelo seu Presidente, que designará um dos presentes para secretariá-la, devendo a ata respectiva ser submetida à deliberação no final dos trabalhos.

Artigo 11º
As deliberações do Conselho Curador serão tomadas por votos da maioria absoluta dos membros presentes à reunião, cabendo ao seu presidente, além do voto ordinário, o voto de qualidade, em caso de empate.

Artigo 12º
O membro do Conselho Curador que faltar, sem justificativa, a 02 (duas) reuniões consecutivas ou 04 (quatro) intercaladas, perderá o mandato.

Artigo 13º
O Conselho Curador reunir-se-á, extraordinariamente, sempre que convocado pelo Presidente ou pela maioria de seus membros.

Parágrafo 1º
As reuniões extraordinárias serão convocadas, com antecedência mínima de 15 (quinze) dias, mediante correspondência entregue a todos os seus membros, sob protocolo ou através de AR pessoal dos Correios, da qual conste a ordem do dia.

Parágrafo 2º
A reunião se instalará, em primeira convocação, com a presença de, no mínimo, metade de seus membros e, em segunda convocação, com qualquer número, salvo quando da ordem do dia constar exclusivamente matéria a ser decidida com maioria qualificada ou por unanimidade.

Parágrafo 3º
Entre a primeira e a segunda convocação, deverá mediar o prazo mínimo de uma hora.

Parágrafo 4º
Para alteração deste Estatuto e para a destituição de qualquer dos membros da Diretoria Executiva exigir-se-á a maioria de 2/3 (dois terços) dos membros do Conselho Curador, ouvido o Diretório Nacional do Partido dos Trabalhadores. A destituição de conselheiro por falta ética grave deverá dar-se pelo voto da unanimidade de seus membros.
 
DA DIRETORIA EXECUTIVA

Artigo 14º
A Diretoria Executiva será composta por um Presidente, um Vice-Presidente e quatro Diretores, indicados e eleitos pelo Diretório Nacional do PT ad referendum do Conselho Curador da entidade para um mandato de 4 (quatro) anos, admitida a recondução por mais um mandato, sendo obrigatória a renovação de um quarto (25%) dos membros, com exceção expressa do contido nas disposições transitórias.

Artigo 15º
Compete ao Presidente:

I - Representar a Fundação em juízo ou fora dele;

II - Dar execução às deliberações do Conselho Curador, zelando pela observância das disposições legais, estatutárias e regimentais;

III - Dirigir a Fundação, praticando, em conjunto com os Diretores, os atos de administração econômico-financeira e de pessoal, de acordo com as normas fixadas neste Estatuto ou pelo Conselho Curador;

IV - Assinar convênios e contratos;

V - Exercer as demais atribuições decorrentes deste Estatuto e da legislação pertinente ou que lhe venham a ser conferidas pelo Conselho Curador.

Artigo 16º
O Presidente, em suas faltas e impedimentos, será substituído pelo Vice-Presidente.

Artigo 17º
Em reunião especialmente convocada para este fim, os diretores distribuirão, entre si as demais atribuições e funções da Diretoria Executiva.
DO PATRIMÔNIO

Artigo 18º
O patrimônio da Fundação é constituído de direitos e obrigações que adquirir ou contrair, a qualquer título.

Artigo 19º
A Fundação não distribuirá qualquer parcela de seu patrimônio a título de remuneração dos membros de quaisquer de seus órgãos, enquanto tais, ou a título de lucro ou participação em receitas, aplicando integralmente todos os seus recursos exclusivamente na manutenção e desenvolvimento de suas atividades.
DO EXERCÍCIO

Artigo 20º
O exercício social terá duração de um ano e coincidirá com o ano civil.

Artigo 21º
Ao final de cada exercício e antes de se iniciar o seguinte, o Presidente da Fundação elaborará um relatório administrativo e financeiro do exercício findo e um orçamento geral para o exercício seguinte, submetendo-os à apreciação e deliberação do Conselho Curador.

Artigo 22º
Até o dia 30 de abril de cada ano o presidente da entidade remeterá, à Curadoria de Fundações da Comarca de São Paulo, relatório de atividades e balanço anual referente ao exercício findo, arcando a Fundação com eventuais despesas que o Ministério Público entender necessárias para o exame de contas.

Artigo 23º
Até o dia 31 de dezembro de cada ano, o presidente da Fundação deverá remeter à Curadoria de Fundações da Capital o plano de atividades e proposta orçamentária para o exercício seguinte.
DA DISSOLUÇÃO

Artigo 24º
Não se dissolverá a Fundação a não ser por motivos que tornem a sua existência definitivamente impossível.

Artigo 25º
Dissolver-se-á a Fundação:

I - Por deliberação do Diretório Nacional do Partido dos Trabalhadores;

II - Por decisão judicial transitada em julgado.

Artigo 26º
A deliberação dissolutória a que se refere o item I do artigo anterior deverá compreender o processo de liquidação e o destino do patrimônio.

Parágrafo Único
Terminada a liquidação, será convocado o Conselho Curador para julgar as contas dos liquidantes, fixando as medidas decorrentes de sua eventual impugnação e declarar extinta a Fundação.

Artigo 27º
Em qualquer dos casos de dissolução, por decisão do Diretório Nacional do Partido dos Trabalhadores, o patrimônio da Fundação será destinado a outra instituição de objetivos semelhantes.
DAS DISPOSIÇÕES GERAIS E TRANSITÓRIAS

Artigo 28º
Os membros do Conselho Curador eleitos para a gestão com início em 14 de outubro de 1996 e término em 13 de outubro de 2000, poderão ser reeleitos para o mandato com início em 14 de outubro de 2000 e término em 13 de outubro de 2004.

Artigo 29º
Os membros da Diretoria Executiva eleitos para a gestão com início em 14 de outubro de 1996 e término em 13 de outubro de 2000 poderão ser reeleitos para o mandato com início em 14 de outubro de 2000 e término em 13 de outubro de 2004.

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Um pequeno histórico

publicado em 11/02/2010


A Fundação Perseu Abramo foi instituída pelo Partido dos Trabalhadores por decisão do seu Diretório Nacional no dia 5 de maio de 1996. Essa decisão abria o caminho para concretização de uma antiga aspiração do PT, que era a de constituir um espaço, fora das instâncias partidárias, para desenvolvimento de atividades como as de reflexão política e ideológica, de promoção de debates, estudos e pesquisas, com a abrangência, a pluralidade de opiniões e a isenção de idéias pré-concebidas que, dificilmente, podem ser encontradas nos embates do dia-a-dia de um partido político. Uma experiência de criação de instituição dessa natureza já havia sido tentada: a da Fundação Wilson Pinheiro, que funcionou durante algum tempo, sustentada pela participação de alguns dos mais destacados intelectuais e dirigentes do Partido, mas acabou se esgotando por várias razões, inclusive a da instabilidade de recursos financeiros.

A Fundação Wilson Pinheiro deixou de existir, mas a idéia que a inspirou nunca morreu dentro do partido; ao contrário, foi amadurecendo com base na experiência anterior e se tornou uma firme convicção do Diretório Nacional. A viabilidade do projeto recebeu um grande reforço com a garantia de uma base financeira permanente, proporcionada pela criação do Fundo Partidário. Esse fundo foi instituído pelo artigo 38 da Lei dos partidos Políticos (lei 9.096 de 19 de setembro de 1995); a mesma lei dispôs, também, no inciso IV do seu art. 44, que, da verba atribuída aos partidos a esse título, 20%, no mínimo, fossem aplicados na criação e manutenção de instituto ou fundação de pesquisa e de doutrinação e educação política.

Nesse momento (final de 1995 e início de 1996), Perseu Abramo, que havia assumido as funções de secretário nacional de Formação Política, começou a desenvolver estudos para constituição do futuro instituto ou fundação, fazendo consultas sobre as vantagens e desvantagens de cada um desses modelos, elaborando alguns documentos básicos sobre o tema, chegando, até mesmo, a formular um pré-projeto do que poderiam ser as linhas de trabalho da instituição. Perseu dedicou uma grande parte de seu esforço, nos últimos meses de sua vida, a esse trabalho.

A etapa seguinte iniciou-se com a decisão do Diretório Nacional, que optou pela criação de uma fundação. A escolha desse modelo - dado que as fundações são fiscalizadas e têm que prestar contas ao Ministério Público, através da Curadoria de Fundações - foi proposital, para garantir o rigor e a transparência de todos os atos a serem desenvolvidos pela instituição. Feita essa escolha, um pequeno grupo de pessoas que haviam acompanhado as discussões anteriores, foi incumbido pelo Diretório Nacional de prosseguir - tomando como base as idéias já esboçadas por Perseu - os estudos preliminares para definição da base jurídica, dos objetivos e do programa de atividades da nova fundação.

Os dois documentos elaborados com esse propósito: um que definia os "Elementos para um plano de trabalho" e outro que continha os estatutos da Fundação foram aprovados por unanimidade na reunião do DN do dia 5/5/96.

Ficavam assim estabelecidas as seguintes definições:

A natureza da Fundação, como instituição de direito privado, instituída pelo Partido dos Trabalhadores mas com autonomia jurídica e administrativa, com sede em São Paulo, mas de âmbito nacional, "tendo como fins a pesquisa, a elaboração doutrinária e a contribuição para a educação política dos filiados do Partido dos Trabalhadores e do povo trabalhador brasileiro".

Os órgãos constitutivos da Fundação:

I. O Conselho Curador, composto por 21 membros a serem designados pelo Diretório Nacional, cabendo-lhe não apenas as tarefas de fiscalização, de aprovação das contas, do orçamento e do plano de trabalho anuais, mas também as de decisão em todas as questões importantes como as relativas a eventuais alterações do estatuto ou do patrimônio da instituição, e mais do que isso, as de discussão das linhas gerais de trabalho e a contribuição para o desenvolvimento das atividades da Fundação através da avaliação crítica dos projetos em andamento e de sugestões para novas iniciativas. Para cumprimento dessas responsabilidades foram previstas reuniões ordinárias trimestrais.

II. A Diretoria Executiva, composta de quatro membros: um presidente, um vice-presidente e mais dois diretores, com atribuições de planejamento, orientação e coordenação dos trabalhos da Fundação, de representação externa da entidade, inclusive junto à Curadoria de Fundações, e de sua articulação com as instâncias do partido e com os diversos segmentos da sociedade em geral.

Na mesma reunião foram escolhidos os nomes para constituição do primeiro conselho curador, por critérios de representatividade que levaram em consideração os seguintes fatores: a pluralidade de posições e opiniões existentes no partido; a diversificação regional; a diversidade profissional e de campo de atuação necessária para boa execução das tarefas afetas ao Conselho; uma significativa participação das mulheres.

As linhas gerais do plano de trabalho previam os seguintes campos de atuação:

- Recuperação da memória e história do PT (Projeto Memória e História)

- Reflexão ideológica, política e cultural (Reflexão)

- Socialização do patrimônio político-ideológico-cultural acumulado, através de eventos, publicações e educação política (Editora e Revista Teoria a Debate)

- Pesquisas de opinião pública (Núcleo de Opinião Pública)

A diretoria e o conselho curador começaram imediatamente a exercer suas atribuições, para desenvolver as tarefas preliminares, como as inerentes ao registro legal da fundação, à da escolha e reforma da sede provisória e da compra da sede definitiva, a da seleção e contratação dos primeiros funcionários e à aquisição do mínimo de mobiliário e equipamentos necessários ao início dos trabalhos.

Finalmente, com a situação da Fundação já regularizada, no dia 14 de outubro de 1996, deu-se a posse simultânea do conselho curador e da diretoria e, no dia 19 do mesmo mês, era inaugurada a sede provisória da Fundação Perseu Abramo. Em novembro do mesmo ano, foi realizada a primeira atividade pública da FPA: o seminário O Modo Petista de Governar -  3ª Geração.

 

Quem foi Perseu Abramo

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Conselho Curador

publicado em 11/02/2010

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Zilah Abramo (presidente)
Fundadora do PT, militou no Diretório Zonal da Lapa e no Núcleo de Profissionais de Saúde do PT, tendo feito parte do grupo que assessorou Lula nas questões da área de Saúde nos primeiros anos de existência do partido. De 1983 a 1997, trabalhou na Assembléia Legislativa de São Paulo como membro da assessoria coletiva da bancada do PT nas áreas de Administração e Funcionalismo. Em 1996, integrou grupo que deu continuidade aos estudos e propostas esboçadas por Perseu Abramo para constituição da Fundação que seria criada pelo PT. Quando esta foi instituída, foi indicada pelo Diretório Nacional para compor a primeira diretoria, tendo exercido o cargo de vice-presidente (1996-2003). Em seguida, foi indicada pelo Conselho Curador da Fundação para assumir a presidência desse Conselho, função que exerce até o presente momento.

André Singer
Jornalista e cientista político, professor da Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas da USP; foi porta-voz da Presidência da República (2003-2006). É autor de "O PT" (2001) e "Esquerda e direita no eleitorado brasileiro" (2000).

Eliezer Moreira Pacheco

Nascido em Rosário do Sul /RS, é historiador, especialista em Ciência Política. Foi professor universitário, dirigente do SINPRO – NOROESTE/RS e do Centro de Professores do Estado do RS – CPERS SINDICATO. Presidiu o Instituto de Previdência do RS (1999/2000), Secretário Municipal de Educação (2001/2002) e Secretário Municipal de Administração de Porto Alegre (2003 a Fev. 2004). Idealizou e coordenou duas edições do Fórum Mundial de Educação (2001 e 2003), Presidiu o Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep). Atualmente é secretário de Educação Profissional e Tecnológica do Ministério da Educação. É autor dos livros "Colonização e Racismo", "O Povo Condenado", "Introdução ao Estudo da Sociedade e Estado", "O Partido Comunista Brasileiro", "O Marxismo e a Questão Democrática", entre outros.

Emiliano José

Jornalista, membro do Diretório Nacional do PT, foi vice-presidente do Diretório Regional do PT-BA (exercendo a Presidência em 2005), e deputado estadual (2003-2006). É professor da Faculdade de Comunicação da UFBa; autor de "Lamarca, o Capitão da Guerrilha"; "Carlos Marighella, o inimigo número um da ditadura militar"; "As asas invisíveis do padre Renzo"; "Galeria F, Lembranças do Mar Cinzento - partes I, II e III", entre outros. Atualmente é deputado federal pelo PT da Bahia.

Fernando Dantas Ferro

Engenheiro Elétrico, vereador pelo PT em Recife (1993-1994), eleito deputado federal em 1995, exerce sua 4ª legislatura e foi reeleito para o mandato 2011-2014. No Diretório Municipal do PT em Garanhuns/PE, foi presidente (1981-1983) e tesoureiro (1984-1987). Presidiu o Diretório Regional do PT/PE de 1987-1992; foi membro do Diretório Nacional do PT (1988-1992), secretário de Meio Ambiente do PT. Foi diretor do Sindicato dos Urbanitários de Pernambuco (1983-1986) e secretário executivo da COPA. No Legislativo, além de dedicar-se aos temas ligados à energia, sustentabilidade e mudanças climáticas, participou das Frentes Parlamentares da Criança e do Adolescente; em defesa da educação profissional; revitalização do Rio São Francisco; Integração das Bacias Hidrográficas do Nordeste; Pró-biocombustível; Desenvolvimento de Fontes e Renováveis e Sustentáveis de Energia; Ambientalista. Direitos das Crianças; Mista de Radiodifusão; Igualdade Racial.

Gilney Amorim Viana

Militante de esquerda desde 1961, primeiramente no PCB e depois na Corrente e ALN. Preso político quando do golpe militar de 1964 e depois durante a ditadura militar, do início de 1970 a fins de 1979. Organizou, com outros presos políticos, um Núcleo do PT (em formação) no Presídio Político do Rio de Janeiro, em 1978-1979. Presidiu o Núcleo do PT do Bairro Boa Vista, de Belo Horizonte, em 1980 e foi membro da Comissão Organizadora do PT do Estado de Mato Grosso, em 1981. Foi Secretário Nacional do Meio Ambiente e Desenvolvimento do PT, agora membro do Coletivo Nacional da SMAD. Foi Presidente do PT-MT. Exerceu mandatos de deputado federal (1995-1998) e estadual (1999-2002). Membro da Equipe de Transição do Presidente Lula, responsável pela política ambiental (2002). É professor da Universidade Federal de Mato Grosso e membro do Diretório Nacional.

Hamilton Pereira (Pedro Tierra)

É escritor, poeta, ex-preso político. Militante da resistência à ditadura. Participou da fundação do PT, da CUT e do MST. Em 1990 coordenou ao lado de José Gomes da Silva o grupo que elaborou os documentos que orientaram as políticas do PT para as áreas de Reforma Agrária, Política Agrícola e Segurança Alimentar. Em 1996 compôs com Luiz Dulci, Zilah Abramo e Ricardo de Azevedo a primeira diretoria da Fundação Perseu Abramo, tendo exercido a presidência de 2004 a 2007. Foi secretário de Cultura do Distrito Federal em 1997 e 1998. Em 2002, foi coordenador da área de Cultura da campanha de Lula para a Presidência da República. Foi secretário de Articulação Institucional do Ministério do Meio Ambiente. Foi assessor da presidência da Agência Nacional de Águas (ANA). Atualmente é secretário de Cultura do Distrito Federal.

Iriny Lopes

Militante petista desde 1980, desenvolveu atividades junto aos movimentos sociais do Espírito Santo. É deputada federal desde 2002. Por quatro vezes, integrou a direção nacional do PT e, por três mandatos, a Executiva Nacional. Foi presidente do Diretório Estadual do PT/ES por três vezes. Nas eleições de 2000, foi candidata a prefeita de Vitória. Presidiu a Comissão de Direitos Humanos da Câmara dos Deputados. Foi secretária nacional de Formação e de Relações Internacionais do PT. É  secretária Especial de Políticas para as Mulheres da presidência da República.

Jilmar Augustinho Tatto

Graduado em História, é professor e empresário; foi deputado estadual por SP (1999-2002; e 01/02/2004 - 14/03/2004 - Interino). É deputado federal para o mandato 2007-2011. Atual terceiro-vice-presidente Nacional do PT; presidiu o Diretório Municipal de São Paulo. Foi secretário de Abastecimento; secretário de Implantação das Subprefeituras; secretário de Transportes; e secretário de Governo na gestão da prefeita Marta Suplicy (2001-2004). No Legislativo, participou das Comissões Permanentes de Ciência e Tecnologia, Comunicação e Informática; Desenvolvimento Econômico, Indústria e Comércio; Educação e Cultura; Viação e Transportes.

João Constantino Pavani Motta
Sociólogo, pós-graduado em Cooperativismo e Desenvolvimento. No Legislativo, foi vereador pelo PT de Porto Alegre por três mandatos (1989 a 2000), tendo exercido a liderança de bancada e de governo no mandato 1989-1992 e a presidência da Câmara de Vereadores em 2000. Foi secretário municipal de Planejamento de Porto Alegre (2001), quando participou da Rede de Cooperação na MERCOCIDADES, representando o executivo municipal no grupo temático de Planejamento Urbano e Participação Cidadã. Ainda em Porto Alegre, foi superintendente do Grupo Hospitalar Conceição, Ministério da Saúde (2003-2007), onde introduziu, como Modelo de Gestão Participativa, o Colegiado de Gestão, o Plano de Investimentos, o Conselho Gestor/Controle Social e Ouvidoria. No estado do Rio de Janeiro foi secretário estadual de Articulação Governamental, tendo integrado a coordenação executiva do governo estadual (2002). Atualmente é Secretário de Planejamento, Gestão e Participação Cidadã do Governo do Rio Grande do Sul.

José Lopez Feijóo
Diretor da Executiva Nacional da CUT (2006/2009), iniciou a carreira como metalúrgico na Ford. No sindicalismo começou na Comissão de Fábrica da Ford em 1982, quando foi coordenador da 1ª Comissão de Fábrica da montadora. Entre 1984 e 1985, coordenou o Transnational Information Exchange (TIE). No Sindicato dos Metalúrgicos do ABC, foi membro efetivo do Conselho Fiscal (1990/1993), diretor de base (1993/1996 e 1996/1999) e secretário-geral (1999/2002), vice-presidente na gestão 2002-2003 e presidente até 2005 (assumiu a presidência em 2003 com a saída de Luiz Marinho para a CUT). Em 2005 foi eleito presidente, cargo que ocupou até julho/2008. Foi secretário geral da Central Única dos Trabalhadores (CUT), eleito em 1990; e em 92, foi eleito presidente Estadual da CUT, cargo que ocupou durante três gestões – de 1992 a 2000. Atualmente é vice-presidente da CUT nacional. É membro Conselheiro do Comitê Gestor do Conselho de Desenvolvimento Econômico e Social (CEDES).

Luiz Antonio de Carvalho

Fundador do PT. Formado em Filosofia pela Universidade de Paris, é jornalista. Integrou a primeira Comissão Provisória e a primeira Executiva Regional do PT de São Paulo. Desde 1989 colabora com ONGs como a Federação dos Órgãos para Assistência Social (Fase). É assessor especial da ministra do Meio Ambiente.

Luiz Dulci
Formado em Letras pela Universidade Federal do Rio de Janeiro. Participou do movimento de fundação do PT, da CUT e da União dos Trabalhadores do Ensino de Minas Gerais (UTE). Em 1982 foi eleito deputado federal pelo PT; na Prefeitura de Belo Horizonte, foi secretário de Governo (1993/1996) e de Cultura (1997/1998). Na Executiva Nacional do PT, foi sucessivamente secretário de Organização, de Cultura, de Políticas Sociais, de Assuntos Institucionais, vice-presidente e secretário-geral,cargo que exerceu até 15/03/2003. Presidiu a Fundação Perseu Abramo de 1996 a mar/2003. Foi ministro-chefe da Secretaria Geral da Presidência da República.

Luiz Pinguelli Rosa

Doutor em Física, professor titular da Universidade Federal do Rio de Janeiro, foi Diretor da Coordenação dos Programas de Pós-graduação em Engenharia da UFRJ- COPPE, por três mandatos, ex-presidente da Eletrobrás, atualmente Diretor da COPPE e Secretário Executivo do Fórum Brasileiro de Mudanças Climáticas. Como professor orientou mais de 70 dissertações de mestrado e teses de doutorado, mais de 150 trabalhos científicos e livros publicados no Brasil e no exterior. Implantou como diretor da COPPE, o maior complexo de laboratórios da América do Sul que reúne mais de 100 modernas unidades de pesquisa, o I-2000. Responsável pela criação do Instituto Virtual Internacional de Mudanças Globais – IVIG.

Maria Aparecida Perez
Socióloga, especialização em Administração Pública, Doutorado em Educação pela Universidade de Siegen, Alemanha. Foi Secretaria de Educação da cidade de São Paulo na gestão Marta Suplicy, responsável pela implantação dos CEUs – Centros Educacionais Unificados. Foi, também, Secretária de Educação da cidade de Suzano (SP), diretora de Avaliação da SECAD/MEC. Assessorou vários municípios Nova Iguaçu, Peruíbe, Belo Horizonte, São Carlos entre outros. Participou do movimento estudantil e de diversos movimentos sociais. Trabalha na área pública desde 1982. É autora do livro “Educação, CEU e Cidade, breve história da educação brasileira nos 450 anos da cidade de São Paulo (2008)” e tem diversos artigos publicados em livros e periódicos nacionais e internacionais. Faz parte do Conselho Editorial da Revista Forum e da coordenação  do Setorial Municipal (cidade de São Paulo) e Estadual de Educação de São Paulo.  Chefe de gabinete do ministro da Secretaria de Relações Institucionais.

Miguel Rossetto
Nascido em São Leopoldo (RS), é técnico industrial. Iniciou sua militância política no final da década de 70, na organização da oposição ao Sindicato dos Metalúrgicos de São Leopoldo; participou do movimento de fundação do PT desde 1979 e integrou a primeira executiva estadual do partido. Foi candidato a deputado estadual em 1982. No movimento sindical presidiu o Sindicato dos Trabalhadores nas Indústrias do Pólo Petroquímico de Triunfo por duas gestões (1986 e 1992). Na CUT Integrou a Executiva Estadual da CUT/RS, como secretário de Formação Política; secretário de Política Sindical da CUT Nacional (1992 a 1994). Elegeu-se deputado federal em 1996 com 25.455 votos. Em nov/1998 foi eleito vice-governador do RS. Foi ministro de Estado do Desenvolvimento Agrário. Atualmente é presidente da Petrobrás Biocombustíveis.

Newton Albuquerque
Doutor em Direito, leciona na Universidade Federal do Ceará (UFC) e na Universidade de Fortaleza (Unifor). É procurador administrativo do município de Fortaleza.

Nilcéa Freire
Nascida no Rio de Janeiro, é médica e professora universitária (UERJ). Ocupou o cargo de reitora da Uerj de 2000 a 2003. É delegada brasileira e faz parte da mesa diretora da Conferência Regional da Mulher da América Latina e do Caribe (CEPAL). Preside a Comissão Interamericana de Mulheres (OEA) desde out/2004. Foi secretária Especial de Políticas para as Mulheres da presidência da República. Atualmente Nilcéa integra os quadros da Fundação Ford no Brasil.

 
Pedro Eugênio
Economista, professor licenciado do Departamento de Economia da UFPe. É militante político desde 1969; membro do Diretório Estadual do PT/PE. Foi vice-presidente do Conselho Federal de Economia (1986) e Secretário de Estado do Governo de Pernambuco nas pastas da Agricultura (1987-1988), Planejamento (1989 - 1990) e Fazenda (1995). Exerceu mandato de deputado estadual de 1995 a 1998. Foi diretor de Gestão do Desenvolvimento do BNB (2003 -2006). Atualmente é deputado federal pelo PT/PE, em segundo mandato, e preside a Comissão de Finanças e Tributação da Câmara dos Deputados. Foi reeleito para o mandato 2011-2014.

Raimunda Nonata Monteiro

Natural de Santarém/PA, é comunicadora social, mestre em Planejamento do desenvolvimento e doutora em Desenvolvimento Regional Socioambiental. Foi professora da Universidade da Amazônia (de fev a jul/1995), da Universidade de Brasília (1996-1998), e professora e pesquisadora da Universidade Federal da Amazônia – UFRA (jul/2004 a abr/2007). No Ministério do Meio Ambiente, atuou na área de pesquisa e desenvolvimento (1997 a 2002), na Coordenação do PDAPPG7 e de Capacitação e Assistência Técnica para Populações Extrativistas da Amazônia (1999-2003) e dirigiu o Fundo Nacional do Meio Ambiente (2003-2004); coordenou o Convênio CNPTPNUD para a implentação de um sistema de crédito para os extrativistas da Amazônia com recursos do PRODEXFNO no IBAMA (1996-1999). Foi diretora geral do Instituto de Desenvolvimento Florestal do Pará-Ideflor (PA). Atualmente é vice-reitora da Universidade Federal do Oeste do Pará.

Ricardo de Azevedo

Sociólogo. Foi preso político durante a ditadura militar (1969-1970) e esteve exilado no Chile e na França (1972-1976). Fundador do PT, foi membro da Executiva Estadual do partido em São Paulo (1987-1993). Integrou a primeira equipe da Secretaria Nacional de Assuntos Institucionais do PT (1988-1989). Trabalhou como assessor do prefeito Celso Daniel na Prefeitura de Santo André (1992) e no Instituto Cajamar (1995). Foi o primeiro diretor da revista Teoria e Debate (1987). Foi diretor da FPA (1996 a 2003), vice-presidente (2003 a 2007) e presidente (2007 a 2008). Foi chefe de gabinete da Secretaria Geral Nacional.

Roberto Saturnino Braga
Engenheiro civil, foi senador por três mandatos e deputado federal, representando o Estado do Rio de Janeiro, e vereador e prefeito, pelo município do Rio. Participou ativamente das frentes parlamentares instaladas no Congresso Nacional. É autor dos livros "Contos de Réis", "Entre Séculos", "Discurso aos Socialistas", entre outros. Atualmente, preside o Instituto Solidariedade Brasil (ISB).

Severine C. Macedo

Agricultora familiar, do município de Anita Garibaldi, SC. Pedagoga pela UERGS, filiada ao PT desde os 16 anos, começou sua militância na Pastoral da Juventude em 1994. Atuou no movimento sindical dos rurais da CUT e 1999 assumiu a Coordenação da Juventude da FETRAFESC/CUT- primeira federação especifica da agricultura familiar do Brasil. Em 2001 assume a Coordenação de juventude no Sul do país na FETRAF-SUL/CUT (Federação dos Trabalhadores na Agricultura Familiar do Sul) e nacional em 2005 no congresso de fundação da FETRAF-BRASIL/CUT. É membro do Conselho Nacional de Juventude (CONJUVE). Compôs a comissão executiva do PT/SC em 2008, até ser eleita secretária Nacional de Juventude do PT, no primeiro Congresso Nacional da JPT, em maio/2008. É secretaria Nacional de Juventude do governo federal.

Tatau Godinho
Doutora em Ciências Sociais pela PUC-São Paulo, é assessora especial da Secretaria de Políticas para as Mulheres, do governo federal. Atuando desde os anos 1980 no movimento de mulheres, dedicou-se em particular ao trabalho feminista na área política, em particular no trabalho feminista do PT. Dirigiu a Coordenadoria Especial da Mulher da Prefeitura de São Paulo, entre 2001 e 2004, e, no último período, atuou como assessora parlamentar. Faz parte Conselho Curador da Fundação Perseu Abramo.
 

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publicado em 10/02/2010

Entre em contato com a Fundação Perseu Abramo por uma das seguintes maneiras:

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Objetivos

publicado em 25/01/2010

 A Fundação Perseu Abramo tem sua identidade firmada na democracia brasileira.

Nesse sentido, tem como objetivo:

- Contribuir para a educação e qualificação da ação política dos filiados do PT, do povo trabalhador e da cultura socialista democrática do Brasil.

- Articular e fomentar processos de elaboração intelectual e criação cultural no campo progressista.

- Com relação ao momento histórico criada pelas eleições de 2002, temos o desafio de confirmar e expandir nosso papel na democracia brasileira.

- Contribuir para que o pensamento progressista se torne referência e que as tradições conservadoras, antes dominantes, sejam levadas a evoluir e se reposicionar frente às transformações em curso.
 

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Partido dos Trabalhadores


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